domingo, 11 de Janeiro de 2009

18º congresso (três)

“O grande capital viu na especulação bolsista uma fonte de enriquecimento rápido e na privatização de determinadas funções sociais do Estado um filão em que o Estado paga os prejuízos e o capital fica com os lucros.”

“Procurando demonstrar que o que é público é mau, muitos dos escribas ao serviço do poder dominante divulgam até à exaustão a ideia de que há Estado a mais, que o Estado é um mau gestor, que está inadaptado à realidade dos tempos, que é ineficiente, que há trabalhadores a mais e que estes são uns privilegiados.
Campanha atentatória da dignidade dos trabalhadores e da inteligência dos portugueses, ela procura criar as condições para reconfigurar a administração pública aos interesses dos que mais têm e podem, fazendo dos trabalhadores o bode expiatório.”

“Com base nesta concepção, o Governo atacou os direitos dos trabalhadores e das populações, encerrou urgências hospitalares, maternidades e serviços de atendimento permanente, fechou escolas, reconfigurou o mapa judicial, desorganizou e centralizou os serviços do ministério da agricultura e pescas, privatizou o notariado, anunciou o encerramento de repartições de finanças.
Transformou o vínculo público de emprego em vínculo precário, alterou o estatuto disciplinar, introduziu novas regras no sistema de avaliação de desempenho que, além do arbítrio, na prática abre a porta ao despedimento sem justa causa, e desenvolve um ataque descarado ao movimento sindical de classe.”
João Dias Coelho

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