Parece tema requentado, mas não é. A Festa é o maior acontecimento político-cultural do nosso país e a maior iniciativa desta campanha eleitoral, de todos os partidos. Posto isto, vamos aos factos. Como os visitantes da Festa sabem, é impossível ver tudo o que a Festa tem para oferecer. Mas faremos um esforço, com o apoio do programa, para quantificar o que houve sábado na Festa:
Oito espectáculos no Avanteatro. 72 concertos nos palcos 25 de Abril, 1.º de Maio, Novos Valores, Solidariedade, Arraial e nas organizações regionais de Lisboa, Santarém, Setúbal e Alentejo. Pelo menos dez apresentações de livros. 17 debates, em vários espaços e para todos os interesses: desde a crise do capitalismo a questões regionais, do darwinismo à cultura digital, passando pelos 30 anos da JCP e pelos direitos das mulheres. Para além de poesia, animação de rua, competições e exibições de sete modalidades desportivas, comidas, bebidas e artesanato de todo o país e de vários pontos do globo, exposições políticas e uma bienal de artes plásticas.Em qualquer local do mundo um acontecimento com esta diversidade, dimensão e participação popular seria notícia.
Em Portugal, não. Os jornais generalistas diários não traziam nada sobre a Festa do Avante! nas suas edições do domingo seguinte. Nada, como se nada se tivesse passado com interesse na Festa do Avante! na véspera.
Nenhum critério jornalístico justifica isto. A generalidade da cobertura da Festa do Avante! tem-se resumido ao longo dos anos ao relato dos comícios de abertura e encerramento (de preferência sem filmar os milhares que neles participam) e a algumas raras entrevistas a visitantes, de preferência dizendo que foram lá pela música (motivo aliás inteiramente saudável). E isto só tem duas explicações: preconceito e medo. Preconceito de quem acha que os partidos são todos iguais, que a política é só o que se faz sentado no Parlamento ou com um microfone à frente e que os comunistas são poucos e velhos. E medo. Medo de que sejam cada vez mais os milhares de mulheres e homens a fazerem sua a nossa linda Festa! E como os deve chatear que sejam na verdade cada vez mais...
Artigo de opinião de Margarida Botelho
Oito espectáculos no Avanteatro. 72 concertos nos palcos 25 de Abril, 1.º de Maio, Novos Valores, Solidariedade, Arraial e nas organizações regionais de Lisboa, Santarém, Setúbal e Alentejo. Pelo menos dez apresentações de livros. 17 debates, em vários espaços e para todos os interesses: desde a crise do capitalismo a questões regionais, do darwinismo à cultura digital, passando pelos 30 anos da JCP e pelos direitos das mulheres. Para além de poesia, animação de rua, competições e exibições de sete modalidades desportivas, comidas, bebidas e artesanato de todo o país e de vários pontos do globo, exposições políticas e uma bienal de artes plásticas.Em qualquer local do mundo um acontecimento com esta diversidade, dimensão e participação popular seria notícia.
Em Portugal, não. Os jornais generalistas diários não traziam nada sobre a Festa do Avante! nas suas edições do domingo seguinte. Nada, como se nada se tivesse passado com interesse na Festa do Avante! na véspera.
Nenhum critério jornalístico justifica isto. A generalidade da cobertura da Festa do Avante! tem-se resumido ao longo dos anos ao relato dos comícios de abertura e encerramento (de preferência sem filmar os milhares que neles participam) e a algumas raras entrevistas a visitantes, de preferência dizendo que foram lá pela música (motivo aliás inteiramente saudável). E isto só tem duas explicações: preconceito e medo. Preconceito de quem acha que os partidos são todos iguais, que a política é só o que se faz sentado no Parlamento ou com um microfone à frente e que os comunistas são poucos e velhos. E medo. Medo de que sejam cada vez mais os milhares de mulheres e homens a fazerem sua a nossa linda Festa! E como os deve chatear que sejam na verdade cada vez mais...
Artigo de opinião de Margarida Botelho




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